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Fotografia Original do Dr. ANTÔNIO RIBEIRO VELHO DE AVELAR Filho do VISCONDE DE UBÁ Estúdio Alberto Henschel, Séc. XIX

Fotografia Original do Dr. ANTÔNIO RIBEIRO VELHO DE AVELAR Filho do VISCONDE DE UBÁ

Estúdio Alberto Henschel & Cia, Rio de Janeiro, Século XIX

 

 

Formato 10,5cm x 16cm

Vendida no estado 

 

Alberto Henschel (Berlim, 13 de Junho de 1827— Rio de Janeiro(A), 30 de Junho de 1882) foi um fotógrafo teuto-brasileiro, considerado o mais diligente empresário da fotografia no Brasil do século XIX,  com escritórios em Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, Henschel foi também responsável pela vinda de outros fotógrafos profissionais ao país, como o seu compatriota Karl Ernest Papf — com quem trabalharia mais tarde — e seu filho, Jorge Henrique Papf, que sucederia ao pai no ramo da fotografia.Henschel ficou conhecido por produzir belas imagens do Rio de Janeiro como fotógrafo paisagista e por ser um excelente retratista, o que lhe rendeu o título de Photographo da Casa Imperial, habilitando-o a retratar o cotidiano da monarquia brasileira durante o Segundo Reinado, inclusive fotografando o imperador Dom Pedro II e sua família. Esse título valorizaria muito suas fotos, inclusive no preço.

 


Antônio Ribeiro VELHO DE AVELAR


Velho de Avelar foi promotor Público em Paraíba do Sul, deputado estadual e vice-presidente da Província do Rio de Janeiro e prefeito de Vassouras.

Segundo a historiadora Mariana Muaze, o ramo da família Velho da Silva no Brasil foi fundado pelos irmãos portugueses Manoel, Amaro, Francisco e Domingos, que migraram durante a segunda metade do século XVIII. No caso desses irmãos, pode-se presumir que se tratava de gente com nobreza no passado, todavia com dificuldade de manter a fortuna condizente com seu status social, o que, explicaria, inicialmente, sua transferência para o Brasil na segunda metade da centúria setecentos. Enquanto Francisco e Domingos desembarcaram no Rio Grande do Sul, Manoel e Amaro deixaram Portugal com destino ao Rio de Janeiro, onde, em 1788, fundaram uma sociedade universal destinada a importações de especiarias e louças da China e exportações de produtos brasileiros, principalmente pau-brasil.

Um aspecto que pode ter interferido positivamente no processo de ascensão social de Manoel Velho da Silva foi seu casamento com Leonarda Maria da Conceição, filha de Antônia Tereza de Jesus e Domingos Vieira Pinto, negociante português e capitão de embarcações de escravos na rota Luanda - Rio de Janeiro. Dentre os seis filhos deixados por Manoel e Leonarda, uma filha, também chamada Leonarda Maria Velho, casou-se com o primo José Maria Velho da Silva, com ele gerando Mariana Velho da Silva e um filho também batizado como José Maria Velho da Silva. Foi exatamente esta Mariana quem se casou com Joaquim Ribeiro de Avelar Jr. (posteriormente agraciado com o título de visconde Ubá), o filho do barão de Capivary. Mariana e Joaquim trouxeram ao mundo 12 filhos, entre eles Antônio Ribeiro Velho de Avelar, o oitavo na linha sucessória.

Antônio foi um dos mais requintados proprietários da fazenda Pau Grande, entre os finais do século XIX e início do XX. Formou-se em advocacia no Rio de Janeiro, vindo então trabalhar como Promotor Público em Paraíba do Sul. Alguns anos depois, exerceu os cargos de Juiz de Direito da Comarca de Vassouras e de vereador naquela cidade no período de 24 de dezembro de 1889 a 9 de fevereiro de 1892. No interregno de 1890 a 1892 ocupou a Presidência da Câmara vassourense, que, naquela época, equivalia ao de atual prefeito do município, voltando a presidi-la entre 1901 e 1903, ocasião em que o município recebeu a visita de Quintino Bocaiúva.

Político ativo e homem de ilibada reputação moral, Antônio Ribeiro Velho de Avelar foi novamente conduzido ao cargo de Presidente da Câmara na legislatura 1904-1906, sendo posteriormente conduzido às funções de Deputado Estadual e Vice-Presidente da Província do Rio de Janeiro. Supostamente misógino (demonstrava verdadeira aversão às mulheres), era culto e muito sofisticado, tendo mantido em Pau Grande um casal de franceses - os Doyen, levados para lá por Mariquinha, irmã de Antônio, casada com o barão de Muritiba (Manoel Vieira Tosta Filho) - exclusivamente para seu atendimento pessoal. O marido desempenhava o papel de mordomo e a esposa cuidava da casa como governanta. Na fazenda, ele determinou que duas cozinhas operassem separadamente: uma exclusiva para pratos franceses (sempre servidos aos seus ilustres visitantes) e outra apenas para comidas nacionais. Seu grande sonho era ver Pau Grande transformada no "Orfanato Antônio Ribeiro Velho de Avelar", e por essa razão deixou a fazenda para um sobrinho também chamado Joaquim Ribeiro, pois não queria que ela ficasse em mãos do irmão Joaquim Ribeiro Velho de Avelar, que considerava gastador e irresponsável. A idéia não foi concretizada, porque o sobrinho morreu muito jovem. Após a morte de Velho de Avelar, a cunhada Zizinha (que assumira Pau Grande) legou a propriedade, por testamento, a um advogado inescrupuloso por quem se deixara dominar.

Antônio Ribeiro Velho de Avelar morreu solteiro em data desconhecida, e seu nome ficou perpetuado em Paty do Alferes graças a uma resolução emitida pela Câmara de Vereadores de Vassouras que, durante as comemorações dos 100 anos da criação da Vila de Paty em 4 de setembro de 1920, determinou que a Praça do Centenário passasse a se chamar Velho de Avelar, espaço hoje fronteiriço ao Centro Cultural daquela cidade.

 

Antônio Ribeiro Velho de Avelar teve como irmãos:

1 - Joaquim Velho de Avelar (morreu solteiro)

2 - Maria José Velho de Avelar (a Mariquinha, casada com Manuel Vieira Tosta Filho, o barão de Muritiba. Não tiveram filhos. O casal acompanhou a família imperial ao exílio após a Proclamação da República, quando ela era secretária da princesa Isabel, e ele, do conde d'Eu. Como curiosidade, podemos lembrar que entre o barão e o conde houve uma coincidência notável, e ao mesmo tempo muito triste. O conde morreu a bordo quando em viagem ao Brasil e o barão de Muritiba também em uma viagem realizada pouco tempo depois da morte do primeiro).

3 - Mariana Velho de Avelar (faleceu solteira).

4 - Joaquim Velho da Silva Avelar (também morreu solteiro).

5 - Luiza Velho de Avelar (casada com Antônio Lemgruber, proprietário da Fazenda Pau Grande em finais da década de 1910 e início da seguinte. O casal teve 3 filhos)

6 - Elisa Velho da Silva Avelar (morreu solteira).

7 - Júlia Velho de Avelar (casada com o Dr. Francisco de Carvalho Figueira de Mello, gerando com ele 9 filhos).

8 - Josefina Velho de Avelar (morreu solteira).

9 - José Maria Velho de Avelar (morreu solteiro).

10 - Elisa Velho de Avelar (casada com Luís Ribeiro de Souza Fontes. Descendência desconhecida).

11 - Joaquim Ribeiro Velho de Avelar (casado com Mariana Albuquerque de Avelar, a Zizinha, da fazenda Boa Esperança. Tiveram 4 filhos).

Pode parecer estranho ou curioso que alguns irmãos tenham sido batizados como o mesmo nome, como é o caso de 3 Joaquins e 2 Elisas. Entretanto, isto era uma prática comum à época, pois com a morte prematura de algum filho, normalmente os pais batizavam o seguinte com a mesma denominação do primeiro, no intuito, talvez, de preservar a memória daquele que se fora. Por outro lado, observa-se que em alguns casos o sobrenome vinha grafado como Ribeiro Velho de Avelar ou então como Velho da Silva Avelar, certamente por opção dos pais ou - quem sabe? - por equívoco de um escrivão menos atento.

http://www.jornalregional.rio/jornalregional2/noticia/buscarNoticia;jsessionid=93D7EA1B966B2FE89DFE41FE62EDC196?id=5775

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