Clique para ampliar

Compartilhar:

MUNDIAL INTERCLUBES Jornal dos Sports SANTOS DÁ OUTRO BI AO BRASIL Rio de Janeiro, Domingo, 17 de Novembro de 1963

MUNDIAL INTERCLUBES Jornal dos Sports SANTOS DÁ OUTRO BI AO BRASIL

Rio de Janeiro, Domingo, 17 de Novembro de 1963

Jornal em bom estado de conservação; apresenta manchas e pontos de oxidação em função do tempo; o jornal está dobrado em quatro. Tamanho (aberto): 64 x 40 cm.

Na noite de sábado, 16 de novembro de 1963, o Maracanã repleto de torcedores transformou o Santos no primeiro bicampeão mundial de futebol. O lateral Dalmo marcou de pênalti o único gol do terceiro e último jogo da disputa pelo inédito título contra a Milan.

O primeiro confronto entre as equipes finalistas ocorreu no estádio San Siro em Milão, na Itália, em 16 de outubro, e o Santos foi derrotado por 4 a 2. Com a derrota, a equipe brasileira teria que ganhar o jogo de volta no dia 14 de novembro e provocar a terceira partida.

Para vencer o desafio, o Peixe ainda tinha um problema pela frente. Pelé, Zito e Calvet se machucaram, o técnico Lula precisou reorganizar a equipe e escalou, respectivamente, Almir, Ismael e Haroldo. Lima foi deslocado para o meio campo, formando ao lado de Mengálvio.

O Milan foi impiedoso com as adversidades santistas. Terminou o primeiro tempo vencendo o jogo por 2 a 0 e mesmo com um empate já sairia campeão. O Santos precisaria mais do que futebol para reverter o placar. A liderança veio do substituto de Pelé. Almir, no intervalo, inflamou o grupo: “Joguem a bola pra mim que liquido esse jogo”.

A mudança começou com uma reação da natureza. Um dilúvio caiu dos céus e encharcou o gramado. A raça santista de sobrepujou à técnica. Empurrados pela multidão que lotou o Maracanã, o Santos marcou quatro gols em 22 minutos e devolveu o placar de Milão. Os torcedores teriam que esperar para conhecer o melhor do mundo.

Os times tiveram apenas dois dias entre um jogo e outro. Sem tempo e condições para treinamento, os jogadores ficaram concentrados para a final. Naquele sábado de decisão, o Maracanã recebeu um público pagante de 120 421 pessoas para assistir ao duelo entre brasileiros e italianos.

Como no jogo da virada, Lula escalou o time com Gylmar, Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir e Pepe. O Milan, treinado pelo argentino Luis Caniglia, Balzarini (depois Barluzzi); Davi, Maldini e Trebi; Trapattoni e Pelagalli; Mora, Lodetti, Fortunato, Mazzola e Amarildo. Na arbitragem, o argentino Juan Regis Brozzi, considerado o melhor árbitro sul-americano daqueles tempos, foi auxiliado por Juan Luis Praddaude e Roberto Goicochea, também argentinos.

O Santos começou o jogo com uma boa atuação da linha defensiva, porém sem entrosamento entre os atacantes. Almir e Coutinho insistiam nas jogadas individuais, enquanto os pontas Pepe e Dorval estavam isolados no ataque.

Isso começou a mudar quando Almir passou a se deslocar com mais frequência, desorganizando e forçando o recuo da defesa italiana. Foi na pressão santista que resultou a penalidade sobre o atacante. Aos 30 minutos, o zagueiro Maldini ergueu a perna e atingiu a cabeça do jogador santista. Os italianos protestaram e Maldini acabou expulso. A invasão do campo por repórteres e policiais paralisou o jogo por quatro minutos.

Nesse ínterim, Dalmo se aproximou de Pepe, o cobrador natural de pênaltis quando Pelé não estava em campo, e pediu para bater. Pepe percebeu a confiança do amigo e consentiu. O lateral relatou o momento histórico:

“Era um barulho ensurdecedor, aquele povo todo gritando. Houve um desentendimento. Quando eu ia bater, dava a paradinha e o goleiro se adiantava. O árbitro mandou que eu não fizesse a paradinha e que o goleiro não se adiantasse. Fui frio e calculista, pois estava acostumado a cobrar pênaltis nos outros clubes em que joguei. Quando corri para a bola, o estádio silenciou. Mas já estava decidido. Bati no canto esquerdo do goleiro, rasteiro, e fiz o gol”.

O Santos ainda desperdiçou duas oportunidades para ampliar a vantagem. O Milan, nervoso em campo, sobrava na rispidez da defesa e na displicência do ataque. No final da primeira etapa, a expulsão do zagueiro santista Ismael resultou no equilíbrio da partida que viria no segundo-tempo.

Na volta do intervalo, o atacante Dorval passou a jogar mais recuado para ajudar a defesa e o Santos insistiu nas jogadas pelo meio do ataque. O Milan articulava bem as jogadas ofensivas e deu bastante trabalho para a zaga santista. O capitão Mauro, com sua experiência e classe, comandou a luta para manter a vantagem santista até o final. O goleiro Gylmar ainda fez duas boas intervenções antes do árbitro Brozzi encerrar a partida que tornou o Santos o primeiro bicampeão mundial de clubes.

Ao final da partida, Mauro subiu na Tribuna de Honra do estádio do Maracanã e recebeu de Raul Colombo, presidente da CSAF, a Taça do Mundial. O zagueiro de toque elegante ergueu a conquista sobre a cabeça, tal como fizera um ano antes com a Jules Rimet pela Seleção Brasileira.

 

Produtos recomendados

Antiga Armadilha de Ferro Para Animais de Médio Porte

Antiga Armadilha de Ferro Para Animais de Médio Porte

por R$ 300,00
ou 6x de R$ 50,00 sem juros
ou R$ 270,00 por depósito bancário
JOSÉ MARIA GOULART DE ANDRADE Bilhete Para Félix Pacheco, Manuscrito a Lápis e Assinado Pelo Escritor

JOSÉ MARIA GOULART DE ANDRADE Bilhete Para Félix Pacheco, Manuscrito a Lápis e Assinado Pelo Escritor

por R$ 400,00
ou 6x de R$ 66,67 sem juros
ou R$ 360,00 por depósito bancário
Sobre nós

Somos a Casa do Velho e desde 2014 buscamos oferecer para amigos e clientes, objetos antigos, colecionáveis e decorativos, buscando sempre itens singulares e excêntricos para sua casa, coleção ou cenário.

Pague com
Newsletter

Assine nossa mala direta e receba muitas ofertas por e-mail.

Loja segura