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Carta AUTOGRAFADA Pelo Comediante COSTINHA em Papel Timbrado da RÁDIO TUPI DE SÃO PAULO, Datada de Outubro de 1947

Carta AUTOGRAFADA Pelo Comediante COSTINHA em Papel Timbrado da RÁDIO TUPI DE SÃO PAULO

Datada de Outubro de 1947

 

"São Paulo, 1 de Setembro, digo Outubro, de 1947. / Meu caríssimo Zémaria. / Antes de mais, desculissimas pela ausência do Pagano. Estava tudo resolvido com a ida, em avião especial, do Edmundo. O lindo seguiria no sábado e regressaria na segunda. Gorou o especial. Resultado, o meu telegrama de ainda agora, isto é, impossível Pagano. / A Lolita vae disposta a abafar. Você ficará satisfeito. E ela também. É uma excelente menina. / O Chico se incumbiu das Marajó. A distinta e a outra novidade americana, ultimo tipo, na conta pra se bonitar num Kaiser 47 valem como uma lembrança deste seu amigo, no duro. O Tulio também. Revivemos todos os shows. (Barreto!... Traz uma bóque... Há 17 ano qui sou bebedô da Brma! Etc... E mais: Sinto uma dô no meu peito... Tô de branco, tô de preto, tô de azú e escarlate, Cajuarama de azulão... E o mar lá embaixo e o Piririnno Estoril ... Saudade, seu mano.) / Fico pedindo pro Senhor do Bomfim que a sua festa seja uma sucessão. Muito sucesso, meu amigo. (Envie reportagem). / O Aurelio e o Tulio, este ainda internado no hospital e passando bem, graças a Deus, - fizeram o programa que a Lolita vae lhe dar, em gravação. Veja se gosta. Foi feito com o carinho necessário. Capaz de agradar. / Recebi uma carta imensa do Calmon. Que sujeito formidável! Temos um amigo muito grande. / Veja se arranja pacaretear uma viagem até aqui. A turma está torcendo. E, em fevereiro, ou Março, brevemente, portanto, aí estarei com a Sarita que lhe envia lembraaças e á patroa também. / segue as fotos. / O Mauricio está dizendo que me esqueci dele. Ele também é seu torcida. Depois do bafafá, escreva. Lembranças ao Odorico. Ao Grotera, também, que já deve estar aí. E vae o abraço amigo do Costinha. / Há três nomes, no radio ..., que você precisa lembrar em algum comentário. Nomes do martirologio, gente que já se foi: Marivaldo Caldas talvez o primeiro, locutar Humberto Porto e o velho Lira - um animador primitivo, mas um animador. Será que estou ficando saudosista?"

Lírio Mário da Costa (Rio de Janeiro, 25 de março de 1923 — Rio de Janeiro, 15 de setembro de 1995), mais conhecido como Costinha, foi um humorista e ator brasileiro.

Nascido no bairro de Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro, capital federal na época, Costinha vem de família de cunho artístico: seu pai foi palhaço de circo, chamado Bocó, que ele conheceria somente depois de adulto, quando seu pai estava em um asilo. A infância circense iria influenciar a trajetória do humorista de forma definitiva. Porém, a situação estável da família muda quando ele completa treze anos: seu pai e grande ídolo abandona a família. Na época, ainda menino, Costinha tem de deixar a vocação artística e pegar no batente. Foi, dentre outras profissões, contínuo, garçom de botequim, engraxate e apontador de jogo do bicho. Esse convívio ao lado de tipos urbanos e, muitas vezes, marginais do Rio dos anos 40, seria muito importante nos personagens feitos pelo humorista posteriormente.

Em 1942, emprega-se como faxineiro da Rádio Tamoio. Pelo novo veículo ganha sua grande chance, sendo radioator em importantes programas da época como Cadeira de BarbeiroRecruta 23 e mesmo na primeira versão radiofônica da Escolinha do Professor Raimundo. Fez parte do elenco de grandes emissoras como a Record e também a Mayrink Veiga. Foi ainda cômico no Teatro de Revista, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro.

Em seguida, se tornaria um astro nacional pelas piadas obscenas e pelas famosas imitações de “bichinha”. Costinha fez diversas propagandas, incluindo as das Loterias do Rio de Janeiro (onde chegou a ser dirigido pelocinemanovista Cacá Diegues). Lançou a série de discos de humor nos anos 70 e 80 O Peru da Festa e As Proibidas do Costinha pelo selo CID.

No cinema, sua participação foi intensa desde os anos 50. Sua primeira participação foi em Anjo do Lodo de Luiz de Barros. O filme foi a segunda adaptação do livro Lucíola de José de Alencar às telas. Voltaria às ordens de Lulu de Barros em O Rei do Samba, biografia do lendário sambista Sinhô.

Desempenhou papéis secundários e pontas das chanchadas com atores como Wilson Grey, Wilson Viana e tantos outros daquela geração. A produtora dominante da época, a Atlântida, tinha astros cômicos como Oscarito e diretores como Carlos Manga. Já a secundária mas não menos importante, Herbert Richers, apostava em outros nomes da época, como Ankito e em realizadores como Victor Lima e J.B. Tanko.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Costinha_(humorista)

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