Clique para ampliar

Compartilhar:

Documento da Secretaria de Policia do Pará Referente a ESCRAVOS LIBERTOS Acompanha Cópias Manuscritas de Passaporte, Datada de 18 de Dezembro de 1861

Documento em Papel Timbrado da  Secretaria de Policia do Pará Referente a ESCRAVOS LIBERTOS 

Acompanha Cópias Manuscritas de Passaporte, Datada de 18 de Dezembro de 1861 

Com 6 páginas 

Vendidos pelo Tenente Coronel Antonio Thomé Rodriguez , enviados a bordo do FUMAÇA PARNAHIBA  para Província do Grão-Pará , á João Luiz Pereira Brandão

Escravos Cypriano e Guerino 

Guerino - "Brasileiro natural da Província do Ceará , idade 14 anos , altura Ordinária , rosto comprido , cabelos corridos , olhos pardos , nariz e boca regular , barba nenhuma e assinatura do portador - não sei escrever"

No século 19, entre os anos 1830 e 1888, os escravos compravam o direito à liberdade com o próprio trabalho, o que tornava precária a entrada de negros no mundo dos homens livres, e fazia perdurar o domínio senhorial. Sem recursos para pagar aos senhores a indenização exigida para a liberdade, os escravos contraíam dívidas com terceiros, e os pagavam por intermédio de contratos de locação de serviço.

Estes contratos significavam, em muitos casos, um prolongamento da exploração do trabalho, uma vez que os libertos ainda eram submetidos a condições similares à escravidão.

A dissertação de mestrado "O ofício da liberdade: contratos de locação de serviços e trabalhadores libertandos em São Paulo e Campinas (1830 - 1888)" mostra a complexidade do período final da escravidão no Brasil, quando nem sempre ser um homem livre significava ter acesso à liberdade.

Embora o acúmulo de pecúlio fosse uma prática recorrente, incorporada pelos escravos como um direito, os senhores, frequentemente, não tinham interesse na redução do número de seus escravos, e não autorizavam qualquer outro tipo de atividade que os possibilitasse ganhar dinheiro e pagar por sua liberdade. Mesmo que pudessem juntar economias de outras formas, o alto valor das alforrias também poderia impedir a liberdade a curto prazo.

Como alternativa a este cenário, muitos escravos recorriam ao pagamento de alforrias por meio de seus próprios serviços. O sujeito contraía um empréstimo com terceiros para comprar sua alforria. Uma vez que não tinha outros recursos para arcar com o valor da dívida, fazia contratos de locação de serviço com seu credor.

Os serviços e as condições de trabalho, no entanto, mudavam muito pouco. Os contratos os obrigavam a levar um cotidiano semelhante à antiga condição escrava. Tanto a duração do contrato, que poderia ser de alguns anos, quanto as atividades laborais, e até mesmo as penas para aqueles que descumprissem alguma cláusula dos contratos, eram resultado de negociações entre libertandos e credores. As condições dessa negociação, entretanto, poderiam ser muito desiguais e desfavoráveis para os recém-libertos.

O cotidiano dos escravos da cidade do Rio de Janeiro, nas décadas de 1860 e 1870, foi documentado pelo fotógrafo José Christiano de Freitas Henriques Júnior, ou simplesmente Christiano Jr., como assinava seus trabalhos. É interessante notar, na foto, o contraste entre o traje do barbeiro e seus pés descalços

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/alforriados-negros-ainda-foram-explorados-como-escravos.htm

Produtos recomendados

Lote de Instrumentos Cirúrgicos de CLINICA ORTOPÉDICA Meados do Século XX

Lote de Instrumentos Cirúrgicos de CLINICA ORTOPÉDICA Meados do Século XX

por R$ 650,00
ou 3x de R$ 216,67 sem juros
ou R$ 585,00 por depósito bancário
Rádio Valvulado RCA RADIOLA Modelo BRX 154 Brasil Anos 1950

Rádio Valvulado RCA RADIOLA Modelo BRX 154 Brasil Anos 1950

por R$ 450,00
ou 3x de R$ 150,00 sem juros
ou R$ 405,00 por depósito bancário
Placa ORIGINAL do GRUPO ESCOLAR RUY BARBOSA Primeiro Grupo Escolar do Município de Caçapava SP, Inaugurado em 1907

Placa ORIGINAL do GRUPO ESCOLAR RUY BARBOSA Primeiro Grupo Escolar do Município de Caçapava SP, Inaugurado em 1907

por R$ 1.800,00
ou 3x de R$ 600,00 sem juros
ou R$ 1.620,00 por depósito bancário
Sobre nós

CASA DO VELHO acredita que valorizar os objetos de nossos antepassados é contribuir para preservar nossa história. É cultivando as lembranças da infância, dos itens que marcaram época, dos objetos inusitados que nos conectamos à nossa própria história

Pague com
Facebook
Newsletter

Assine nossa mala direta e receba muitas ofertas por e-mail.

Loja segura