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COPA DE 1950 - FLÁVIO COSTA Homenagens e Fotografia do Treinador da SELEÇÃO BRASILEIRA e de Grandes Clubes do Futebol nas Décadas de 1940 e 1950

COPA DE 1950 - FLÁVIO COSTA

Homenagens e Fotografia do Treinador da SELEÇÃO BRASILEIRA e de Grandes Clubes do Futebol nas Décadas de 1940 e 1950

 

1 Homenagem da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TREINADORES DE FUTEBOL, por seus méritos adquiridos no Futebol Brasileiro, Rio de Janeiro, 15 de Dezembro de 1980, medindo 17 x 12 cm, acondicionada em estojo original.

2 Homenagem dos TREINADORES GAUCHOS, Pelos Relevantes Serviços Prestados Ao Futebol Brasileiro, 7  de Agosto de 1978. medindo 11 x 6,5 cm

3 Fotografia ORIGINAL do Treinador FLÁVIO COSTA em 1954, medindo 18cm x 24cm

 

Carreira como jogador: começou no Flamengo, em 1925, com o apelido de Flávio Alicate, devido à curvatura de suas pernas. Jogou pelo time rubro-negro até 31 de agosto de 1934. Sendo que entre 1925 e 1933 o Flamengo era amador.

Títulos como treinador
Campeão carioca pelo Flamengo (1942, 1943, 1944 e 1963) e pelo Vasco da Gama (1947, 1949 e 1950);
Campeão brasileiro de seleções (pela Seleção Carioca em 1935, 1939, 1942, 1945, 1948 e 1950);
Campeão de Clubes Campeões pelo Vasco da Gama, em 1948;
Campeão Sul-Americano pela Seleção Brasileira, em 1949;
Vice-campeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1950.

 

Seleção brasileira que venceu a Colômbia por 3 a 0 pelo Campeonato Sul-Americano. Em é, da esquerda para a direita: Norival; Ruy; Domingos da Guia; Oberdan; Biguá; Jaime de Almeida e o técnico Flávio Costa. Em pé, da esquerda para a direita: Tesourinha; Zizinho; Heleno de Freitas; Ademir de Menezes e Jorginho Ceciliano.

 

Flávio Rodrigues Costa (1906-1999) foi muito mais do que um técnico futebol à frente da seleção. Foi, em vários sentidos, uma espécie de dono do futebol brasileiro. Tinha mais força do que qualquer membro do alto comando da CBD (futura CBF). Convocava e escalava os jogadores, definia sistemas e táticas, cuidava do preparo físico, decidia onde seus comandados deveriam se concentrar, controlava pessoalmente seus horários, o que vestir, onde e o quê comer. Tirando o médico, ninguém sabia mais do que ele, fosse qual fosse o assunto.

Para defender seus pontos de vista, Flávio não hesitava em apelar para a força física. Foi o que o levou a desarmar Heleno de Freitas, quando este, revólver na mão, foi desafiá-lo em São Januário. Foi quem, a tapas, obrigou Ipojucan a voltar a campo, depois de um chilique no vestiário, no intervalo de uma partida decisiva.

Fama de disciplinador

Foram exatamente essas “qualidades” que levaram a CBD a entregar a ele a seleção brasileira, num amistoso com o Uruguai, em 1944, e mantê-lo no cargo até a Copa do Mundo que o Brasil sediaria seis anos depois. Como se dizia, “Flávio Costa é ótimo disciplinador”. Como se disciplina fosse, mesmo, tudo que o futebol brasileiro precisava para se modernizar naquele pós-guerra. Em outras palavras, evitar repetir toda sorte de erros cometidos em 1938, na França. Disciplina no usar o uniforme (nada de meias arriadas, camisa para fora do calção, gorrinho, branco ou com as cores do clube) e no conhecimento da técnica e das leis do jogo.

O problema das leis, que tinham levado os jogadores brasileiros a humilhantes atitudes na Copa anterior, Flávio o resolveu fazendo a CBD contratar árbitros ingleses que, a partir de 1948, vieram ensinar aos nossos como se fazia. Já quanto à técnica — ou melhor, os sistemas e táticas em que os brasileiros tinham sido tão primários em 1938 — Flávio se considerava perfeitamente em dia com o assunto. Desde que aprendera com o húngaro Dori Kruschner, no Flamengo, que existia algo chamado WM, Flávio o adaptara aos seus times (no tricampeonato do Flamengo e no bi do Vasco), transformando-o em algo mais ou menos híbrido a que deu o nome de “diagonal”. Nesse ponto, numa injustificada autossuficiência, uma ilusória pretensão de saber tudo, é que Flávio cometeu o primeiro grande erro em 1950.

Mais títulos em clubes

Sua carreira até ali era mesmo vitoriosa, mas em clubes. De 1942 a 1949, ganhara cinco dos oito campeonatos cariocas que disputara (só perdera o de 1945 para o Vasco de Ondino Viera, o de 1946 para o Fluminense de Gentil Cardoso e o de 1948 para o Botafogo de Zezé Moreira). Mas, em seleção, não tivera a mesma sorte. Altos e baixos nas taças com Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile e apenas um Campeonato Sul-Americano, o de 1949, em casa, assim mesmo depois de inesperada derrota para os paraguaios (salvou-o ter voltado atrás no castigo imposto a Ademir, barrado por ter ousado não cumprir ordem do “professor”, mas presente e autor de três gols na vitória que deu o título à seleção brasileira).

Com tudo isso, não se pensava em outro nome para dar, como se esperava, o primeiro título mundial ao Brasil. Ele mesmo acreditava que sim. Carioca, com curso de sargento do Exército, tinha jogado como center-half pelo Flamengo, em fins da década de 20, quando ganhara o apelido de Alicate (por seu temível carrinho de pernas cruzadas). Em 1939, já como técnico (e figura influente na política do clube), levou o Flamengo a ganhar seu primeiro Campeonato Carioca na era do profissionalismo.

Mas outros erros esperavam Flávio na Copa que ele tinha como quase certa. Um deles, fazer o Brasil jogar num WM clássico, só que marcação por homem, cada um com o seu. Funcionou até a final, mas resultou em desastre quando, na hora de decisão, Bigode ficou sozinho para marcar Gigghia, Juvenal perdido diante de Miguez, Augusto tonto com Schaffino caindo para o lugar onde ele deveria marcar apenas Moran. Pelo menos, foi como um dos craques do Brasil, Zizinho, comentaria anos depois, já como técnico e estudioso das táticas do jogo.

Erros também como cartola

Flávio, na verdade, cometera erros até como cartola, papel que assumiu desde os primeiros dias de concentração em Araxá. Foi o cartola, mais político que técnico, que cometeu a ousadia de escalar uma base paulista em São Paulo, contra a Suíça, na segunda rodada da primeira fase da Copa. Por pouco o Brasil não perde (teria de enfrentar a Iugoslávia, três dias depois, com a obrigação de vencer). E foi o cartola, agora pensando em eleger-se vereador no próximo outubro, quem, na véspera da grande final, tirou os jogadores da tranquilidade da concentração no Joá para um São Januário onde outros candidatos faziam promessas, discursavam e tiravam fotos com os “futuros campeões do mundo”. Se não estava totalmente certo, estava perto disso quando se apresentou à repórter: “Eu sou a derrota...”.

Sua carreira não acabaria ali. Ainda seria campeão pelo Vasco. E ainda teria importante missão na seleção brasileira: dirigi-la numa excursão à Europa, em 1956, a primeira da história, viagem de estudos para a Copa que se realizaria na Suécia dali a dois anos. Provavelmente não pensava em si mesmo (mas bem que podia) ao dizer sua frase mais conhecida: “O futebol brasileiro só evoluiu da boca do túnel para dentro do campo”.

https://oglobo.globo.com/esportes/flavio-costa-senhor-eu-sou-derrota-5376819

 

 

 

 

 

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