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Prêmio Oferecido à NÁDIA MARIA Top da Semana AP Show (Programa Aérton Perlingeirodo) TV Tupi, Datado de 28 de Outubro de 1963

Prêmio Oferecido à NÁDIA MARIA Top da Semana AP Show (Programa Aérton Perlingeirodo) TV Tupi,

Datado de 28 de Outubro de 1963

Medindo 24 cm

Programa Aérton Perlingeiro ou AP Show foi um programa de auditório da Rede Tupi apresentado nas tardes de sábado. Ancorado pelo próprio Aérton Perlingeiro, o programa era dividido em quadros, sendo a maior parte ocupada pela versão carioca do Almoço com as Estrelas A seção dedicada ao samba era apresentada por seu filho Jorge Perlingeiro e deu origem ao programa Samba de Primeira. Depois de 2.204 edições, deixou de ser apresentado a última semana dia 12 de julho de 1980, quando a emissora fechou as portas.

Nádia Maria tinha três anos de idade quando foi de Pernambuco para o Rio de Janeiro, acompanhando a mudança dos pais.  Nessa época era ainda era a Ledinha, a menina que costumava imitar a atriz Rita Hayworth nas aulas da Escola José Bonifácio e da Escola Orsina Fonseca, onde completaria o curso comercial, comum para as adolescentes do final dos anos 40. Mas seu sonho era ser cantora.

Foi com muito custo que seus pais aceitaram que fosse participar do concurso de novos talentos na Rádio Guanabara, embora este não fosse para canto e sim para locução e interpretação.Em meio a quase 600 concorrentes o nome de Nádia Maria [nome que resolveu adotar por considerar Leda “pouco artístico”] foi um dos aprovados juntamente com uma certa Fernanda Montenegro e um certo Francisco Anysio. Era o ano de 1948. Durante dois anos, Nádia Maria pertenceu ao elenco de radioatrizes da PRC-8. Em 1951 foi contratada pela Rádio Tupi, também como radioatriz, tendo estreado na novela O Verdadeiro Amor, de Castro Gonzaga.

Nádia Maria não demorou a se tornar a “bonequinha da Tupi”  – por causa da simpatia, do rosto de menina e dos seus 1,60 de altura – fazendo papéis de moça ingênua e apaixonada. E dado ao seu grande recurso vocal conseguia fazer voz de criança também. Aliás, não havia radioatriz que fizesse voz de menino como ela. Por isso, temendo que os ouvintes não acreditassem que era Nádia Maria quem fazia a tal voz, invariavelmente o locutor citava a participação do “garoto João” nos créditos finais do capítulo.
Nas radionovelas era comum Nádia Maria dividir o microfone com Nancy Wanderley, que além de radioatriz já era uma comediante conhecida. E quando Nancy precisou se ausentar do programa Aquela Casa De Família, de Haroldo Barbosa, foi Nádia quem a substituiu. Saiu-se tão bem nesse primeiro papel caricato que nunca mais a deixaram abandonar o humor.
Em 1954 surgiu seu primeiro personagem famoso: a Cozinheira Conceição, criado por Afonso Brandão, irmão do comediante Brandão Filho. O programa ficou três anos em cartaz com muito sucesso no rádio do Rio, em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, indo depois para a televisão.

Nádia Maria continuava fazendo radionovela, mas participava de praticamente toda a produção humorística da emissora, contracenando com Hamilton Ferreira, Wellington Botelho e Orlando Drummond. Os programas eram escritos por Castro Barbosa, Haroldo Barbosa, Afonso Brandão e Max Nunes. Os dois últimos, em 1956, criariam Marylinha uma super exótica crooner internacional e Margot Marly, a vedete-atriz que andava para cima e para baixo sempre acompanhada da mãe. Ambas fizeram enorme sucesso no programa Boate do Ali babá e os 40 Garçons, criação de Max Nunes.

Na mesma época, Nádia Maria foi contratada pelo Teatro Follies e iniciava uma carreira de sucesso também no teatro de revista. Em 1959 aconteceu algo raro em humor: Nádia Maria substitui Ema D’Ávila no papel de protagonista em Aí Vem Dona Isaura e o programa permaneceu com o mesmo sucesso anterior. Nádia Maria chegou a ter, simultaneamente, dois programas seus em que pôde mostrar várias facetas: apresentadora, entrevistadora, cantora e, claro, comediante. Detalhe: nos intervalos, ela enveredava pela publicidade, cantando jingles. Na década de 60, além de alternar idas e vindas nas emissoras de tevê, Nádia Maria dedicou-se simultaneamente ao rádio, teatro, boate e teatro de revista, fazendo sucesso em trabalhos como Chez Copacabana e Como Matar um Playboy, Já em cinema, estrelou É a Maior, ao lado de Sônia Mamede, e Virou Bagunça, com a participação de Chacrinha. O que sempre marcou a carreira humorística de Nádia Maria era a sua facilidade em imitar personalidades. Ela foi, sem dúvida, a primeira mulher a fazer sucesso com imitação em rádio e tevê. Imitava Hebe Camargo, Dercy Gonçalves, Inezita Barroso, Maysa, Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria… E também as atrizes Jayne Mansfield, Brigite Bardot, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe para não ficar somente no âmbito nacional. Conseguia imitar, inclusive, personalidades masculinas como Carlitos e o deputado Tenório Cavalcanti (enfocado no filme O Homem da Capa Preta).

Porém, nem sempre suas imitações e caricaturas agradavam os homenageados. A vedete Virgínia Lane, no auge da fama, foi à imprensa reclamar da brincadeira. Pior ainda aconteceria com outra vedete: Vanja Orico. Nádia imitara Vanja Orico numa situação em que a vedete participara ao vivo de um programa na tevê e errara todas as cenas.

http://baudomaga.com.br/humor/2014/09/30/nadia-maria-a-primeira-imitadora/

 

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